“Queria precisar menos de você. Porque no fundo eu sinto saudades, sinto vontade de te ter outra vez. De ver de perto seu sorriso e sorrir também. Aliás eu sinto falta até do meu sorriso sincero, que só se expande se o motivo todos já sabem qual é. Eu sinto falta das minhas noites mal dormidas esperando alguma mensagem ou ligação sua que torne o meu sono melhor. Eu sinto falta, porque agora sei que não há mensagem nenhuma para se receber. Eu queria precisar menos de você, precisar menos dos teus abraços, da tua voz, dos teus carinhos. E tudo a minha volta não tem mais aquela graça. Eu ando sorrindo por aí, mas a felicidade permanece em você. Eu continuo caminhando por aí, mas os meus passos me levam a um caminho que há muito tempo eu tento me desviar. Mas o coração não deixa. E todas as coisas teimam em me lembrar de nós, não importa o que eu faça ou como tente esquecer, eu preciso, eu preciso de você. Vê se volta, o mundo fica mais bonito quando somos “nós”.”
“Os primeiros dias são terríveis. Terríveis testes de auto-controle. Dá vontade de ligar, mandar mensagem, cartão postal, sinal de fumaça. Só pra saber se tá bem, se comeu direitinho e tomou o remédio. Saudade, saudade, saudade. Maldita falta de costume da ausência.”
“Eu só quero me desculpar. Por tudo. Por ter te feito chorar, te feito sofrer, por ter te magoado, por ter brigado contigo. Me desculpa. Eu nunca quis isso. Nunca quis te ver triste, muito pelo contrário. Tudo que eu mais quero é te ver sorrindo. Então me perdoa […] por ter sido idiota, um completo babaca, por ter errado mais do que acertado. Me perdoa por ter gritado contigo e ter te tratado com grosseria. Me perdoa se eu disse algo de errado ou se eu fiz algo que você não gostou. Eu só não quero te perder.”
“Mas a lição que eu aprendi é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez. É mais fácil comprar um novo e fim de papo. Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com algumas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades. Ainda que doa deixar pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado.”
“Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas.”
“— Te adoro assim, quando não faz joguinho.
— Joguinho?
— É, quando se desarma. Quando para de fingir.
— Eu não to fingindo.
— Agora não. Mas estava.
— Não, não estava. Eu sou desse jeito.
— Mentirosa?
— Fria.
— Você tenta, mas não é uma boa atriz.
— Eu não me importo se eu te engano ou não.
— Está tentando me enganar?
— Não, justamente por isso. Eu não me importo.
— Você está se armando de novo.
— E usando a munição contra você.
— Então você anda armada?
— Com um escudo, melhor dizendo.
— E se protege do que?
— De você.
— Eu não ando armado, isso não é justo.
— Seus olhos são tão lindos.
— Não muda de assunto!
— Mas eles me incomodam.
— Por favor…
— Eles encontram os meus e eu fico meio sei lá, sem forças.
— Isso faz diferença?
— Muita.
— Por que?
— Não consigo usar minhas munições contra você.
— Te adoro assim.
— Quando não estou fazendo joguinho?
— Quando admite que se importa.”